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Mostrando postagens de julho, 2023

O que é Teologia?

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  Prof. Rawy Chagas Ramos Conceito Teologia O termo “Teologia” origina-se de duas palavras gregas  Theos  (= Deus) e  Logos  (= Palavra, fala). Teologia significa, portanto, a palavra sobre Deus. O Cristianismo empregou o termo depois de muito tempo, pois não o encontramos na Sagrada Escritura nem nos Santos Padres Apostólicos (escritores da antiguidade cristã do 1º e 2º século). Os primeiros escritores cristãos mostraram, inicialmente certa reserva com relação ao conceito de “teologia”, pelo fato de provir do pensamento religioso filosófico não cristão. Este conceito ocorre, pela primeira vez, no filósofo grego Platão (427–347 a.C.) Seu emprego, no sentido de “Ciência sobre Deus”, que a fé cristã lhe atribui, foi elaborado pelos pensadores cristãos, Justino († 165 d.C.), Clemente de Alexandria (†215 d.C.) e Orígenes (185–253 d.C.). Esses não se contentaram em apreciar apenas negativamente os mitos e a filosofia grega, de onde o termo provém, mas reconhe...

Respeito à Família - Frei Estêvão Nunes

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  Respeitoà Família O Arquidiocesano Ano XXVI – 30/12/1984 Mariana, p. 4 nº 1320. Frei Estêvão Nunes   A família é coisa santa; foi Deus quem a inventou, desde o dia em que criou o primeiro homem e a primeira mulher, e os uniu no amor e pelo amor; "serão os dois uma só carne" Por esse sempre foi e motivo, a família sempre haverá de ser, apesar dos que profetizam o seu desaparecimento, o "lugar" mais autêntico da realização da pessoa humana. Deus a quis um paraíso, e se há tantas pessoas que a transformaram num inferno, é porque não quiseram reconhecer os projetos de Deus e deixaram que o egoísmo minasse os seus alicerces. A chave de tudo está no amor, aquele amor simples que se concretiza nos mil gestos cotidianos de delicadeza, atenção, compreensão mútua, aceitação recíproca, sensibilidade para perceber o outro no seu íntimo, doação de si sem subterfúgios e sem reservas. Todo esse conjunto de atitudes que, unidos às pessoas e às paredes, nós chamamos de ...

Trazendo a Caridade ao Coração: Reflexões sobre o Amor e a Unidade

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1)   UM SÓ CORAÇÃO UMA SÓ ALMA Um aspecto do amor recíproco que se salientou desde o início do nosso Movimento, deve ser uma novidade para os outros e é o seguinte: o amor recíproco deve levar imediatamente todos, a um só pensamento; não apenas, portanto, a um só coração, mas a um só pensamento. E se não há um só pensamento, é pra nós uma desunidade que precisa ser sanada. Pois bem: está certo isto? É cristianismo? É um dever para os cristãos? Olhemos como viviam os primeiros cristãos. Paulo lhes escrevia: “Rogo-vos, pois irmãos, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que penseis todos da mesma maneira para que entre vós não haja divisões; mas sede perfeitos no mesmo espírito e no mesmo sentimento” (1Cor 1-10). O amor recíproco entre os primeiros cristãos, que leva a um só pensamento, não é apenas um conselho, mas um verdadeiro e insistente pedido. Outras partes da Escritura repetem idêntico conceito. Exige-se entre o cristão a unanimidade. Ser uma só alma consiste em ter um ...

Família e as dificuldades ao diálogo

  Desafios no estabelecimento do diálogo no âmbito familiar: uma análise reflexiva.   Intolerância : A pessoa centraliza-se, acredita ser a detentora da verdade, demonstra inflexibilidade, despreza o ponto de vista alheio e desrespeita o outro. Intolerância é sinônimo de autossuficiência e obstáculo ao diálogo. Para que haja um diálogo efetivo, é necessário cultivar a humildade e o desejo de crescimento pessoal, assim como aprender com as falhas. Surdez : A pessoa escuta, mas não ouve. Há uma escuta superficial, sem reflexão ou aprofundamento. A surdez pode ser caracterizada como uma atitude distante, com um coração endurecido ou ferido. Ouvir é abrir as portas do coração e estar disposto a aceitar a verdade libertadora. A acolhida e a escuta ativa são fundamentais para o sucesso do diálogo. Paralisia : O indivíduo não se abre, não busca compreender o outro e assume uma posição superior. A paralisia pode ser originada pelo orgulho. É importante reconhecer nossas limita...

Família e Vocação

  FAMÍLIA E VOCAÇÃO “E DISSE-LHES: VINDE APÓS MIM E EU VOS FAREI PESCADORES DE HOMENS” (Mt 4, 19)   Um dos principais aspectos da vocação está ligado ao ambiente mais propício para sua gênese: a Família. É na Família que se encontra o terreno fértil para florescer a vocação de todos aqueles que se encontram chamados a responder o chamado de Deus: VEM E SEGUE-ME! Portanto, o problema vocacional pressupõe o problema familiar. Caímos no denominador comum de nossa missão: a evangelização da família. Entre os obstáculos deste trabalho de evangelização se encontra a mentalidade egoísta e egocentrista reinante em nossa sociedade. Não deixamos crescer nossas autênticas vocações e nossos puros ideais. Incentivamos, entretanto, objetivos personalistas de autossatisfação, quer no campo profissional, quer no campo religiosos. O jovem é desde cedo motivado a interessar-se por profissões de elevada remuneração, independente dos carismas necessários. Se ele esboça o desejo...

Identidade e Missão da Famíla Cristã na Igreja in Palavra de "Comunhão e Participação "

  IDENTIDADE E MISSÃO DA FAMÍLIA CRISTÃ NA IGREJA “Pai, aqueles que me deste, quero que eles também estejam onde eu estiver, para que contemplem minha glória, aquela que me deste por me teres amado antes da criação do mundo”. (Jo 17,24)   Tendo em conta todos os aspectos, inclusive sociais e psicológicos, característicos de cada sociedade humana, a Família representa o sentido exato da Graça: é um vinculo novo, sobrenatural. Contudo, ela não é ligada à Igreja, simplesmente, como a família humana se agrega à sociedade civil; mais do que isso, ela é um dom do Espírito Santo que, no Sacramento, faz dos cônjuges e da família cristã, um reflexo vivo e uma encarnação histórica da Igreja. Neste sentido, a Família Cristã se coloca na história como sinal eficaz da Igreja, ou seja, como uma “revelação” que manifesta o mistério da salvação. Portanto, o relacionamento Família Cristã–Igreja é recíproco e nisto, se conserva e se aperfeiçoa. Depois, com o anúncio da Palavra e a Fé, a...

Que é a Cristologia e como se distingue? Que é a Cristologia ascendente? Que fundamentos tem?

  Logos (= discurso) estudo sobre Jesus Cristo. Tratado central da Teologia, pois Jesus Cristo é o revelador do Pai e do Espírito Santo e Re-criador do homem; como novo Adão ressuscitado, é o modelo ao qual todos os homens devem tender, incorporando-se a Ele na Igreja mediante os sacramentos. Pessoa de Cristo => é Cristologia propriamente, aprofundar o mistério da Encarnação do Verbo ou a chamada “união hipostática” e suas propriedades (a graça de JC, a Ciência e a consciência de Jesus, a vontade e a liberdade de Jesus, as ações teândricas ...), Cristologia ôntica. Obra salvífica de Cristo ou Soteriologia (sotería = salvação), a vida pública, a morte de Cristo, sua ressurreição, Ascensão e Pentecostes como eventos que nos obtiveram a salvação. No sentido estrito: doutrina relativa à pessoa de Jesus Cristo; discurso que expõe que Jesus é Cristo, vale dizer Messias: Enviado de Deus e Esperança dos homens, no qual a fé cristã reconhece o próprio Filho de Deus e o verdadeiro Sal...

União com Deus e saúde psicossomática

  Côn. Vidigal Mariana, 28/8/2002 - 09:01 Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho   Notável o influxo da união com Deus com efeitos psicofisiológicos no composto humano. A razão é simples: o mais íntimo e secreto desejo do homem é a suprema felicidade. Sonhamos ser deuses e viver como deuses. A insinuação da serpente foi psicologicamente sábia: - sereis como deuses. A graça divina, pela qual o homem se une a Deus, segundo a Bíblia, faz o homem participar da felicidade de Deus, da própria vida divina. No dizer de São Pedro, a graça nos faz participantes da natureza de Deus. São Paulo exclamava ufano: [Deus] "revelou em mim seu Filho". Cristo, formalmente, afirmou: "Se alguém me ama, guardará minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada". Que conseqüências luminosas para o combate da depressão. Não só porque o sentimento religioso infunde no enfermo a calma interior que mantém viva a esperança ou que o faz descansar em confiado...

A lei de proteção de dados e os tribunais eclesiásticos

  Edson Luiz Sampel Advogado. Presidente da Comissão Especial de Direito Canônico da 116ª Subseção da OAB-SP. Professor do Instituto Superior de Direito Canônico de Londrina. Juiz adjunto do Tribunal Eclesiástico de Uberaba.              A recente Lei n. 13.709/2018, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), tem suscitado algumas dúvidas no que tange à atividade dos tribunais eclesiásticos. Em que medida as cortes canônicas devem se precaver quanto à proteção dos dados das pessoas físicas que, de uma forma ou de outra, participam dos processos, sobretudo nas causas de nulidade de matrimônio? Assim, pensamos nas partes, principalmente no polo passivo (demandado ou demandada), e também nas testemunhas. Em primeiro lugar, é importante afirmar que os processos judiciais canônicos não se enquadram nos parâmetros do que se entente por “cumprimento de obrigação legal”, hipótese que facultaria o tratamento de dados, conforme se...

Como acolher os irmãos de outras religiões?

  São Paulo (SP), 13/08/2004 - 14:32 Texto retirado do trabalho de conclusão de curso – “Temas polêmicos em Teologia Moral" Antonio Mesquita Galvão, doutor em Teologia Moral.   Em primeiro lugar, seria interessante a gente conceituar ecumenismo. No grego, vemos o vocábulo oikoumenikós como "toda a terra habitada", num sentido universal da terra como morada de todos. O ecumenismo é um movimento que visa a cooperação e unidade mundial entre as igrejas cristãs. Para os protestantes, que lideraram e fizeram progredir o movimento ecumênico desde o começo do século XX, a expressão aplica-se assim à unidade cristã, à expansão mundial do cristianismo através das atividades missionárias. A Conferência Missionária Mundial, em Edimburgo (1910), marcou o começo do ecumenismo moderno. Em 1938, um comitê provisório foi nomeado para criar um "órgão representativo das igrejas". A formação do Conselho Mundial das Igrejas aconteceu em 1948, após a II Guerra Mundial....

Pecados contra o Ecumenismo

  Pe. Elias Wolf FONTE:   Jornal da Arquidiocese   Florianópolis/ setembro de 2004.     ·       Não entender que o mistério de Deus e da Igreja transcende as verdades que possuímos; ·       Evitar o diálogo com mem­bros de outras igrejas ou religiões por temer que isso ameace a iden­tidade cristã e eclesial; ·       Esconder as próprias convic­ções religiosas para tornar-se “agradável” ao interlocutor; ·       Assumir as verdades de outra Igreja ou religião em detrimento das convicções pessoais; ·       Não dialogar com sinceridade com membros de outra Igreja ou re­ligião; ·       Entender o diferente como oposição; ·       Não entender a diferença como enriquecimento e dom; ·       Não acolher a verdade do ou­tro, só porque ele pertence a outra Igreja ou reli...