Rawy Chagas Ramos
O Advento, período de espera ativa para o Natal, convida à reflexão e
ação. A chegada de Jesus não é um evento passivo, mas um chamado dinâmico ao
testemunho ativo. Manifestar a presença de Jesus implica abandonar conflitos,
desentendimentos e fofocas, abraçando, ao invés, o diálogo, o bem-estar, e o
serviço ao próximo. Estas ações são expressões concretas da vida nova prometida
por Deus.
Esta espera é também uma vigilância constante. É crucial evitar que as festividades, bebedeiras, e as preocupações mundanas entorpeçam a consciência, fazendo com que sejamos pegos de surpresa pelo dia prometido. Vícios, como o cigarro, a bebida, as drogas e os excessos em festas, são frequentemente escapatórias de problemas pessoais, mantendo as pessoas em um estado de inconsciência ou de fuga.
A esperança trazida por Jesus é também um compromisso. No início do Cristianismo, muitos acreditavam na iminente volta de Jesus, levando-os a um estilo de vida ocioso. São Paulo, em suas epístolas, exorta que aqueles que não querem trabalhar, também não devem comer. Aguardar Jesus requer uma postura ativa, atenta aos eventos da sociedade, da história e da Igreja, e um espírito crítico em relação às informações recebidas. Somente assim é possível perceber a urgência da prática cristã.
No advento, lembramos que Jesus, o Messias e Salvador, já veio uma vez, e está presente entre nós. João Batista alertou: "Ele está no meio de vós". E o Evangelista São João reforça: "Ele veio para os seus, mas estes não o receberam". Aqueles que acreditaram em seu nome foram feitos filhos de Deus. Jesus se fez homem, habitando entre nós, cheio de amor e fidelidade. Este é o verdadeiro espírito do Advento: um tempo de espera ativa, de vigilância e compromisso, preparando-nos para a celebração do Natal e a contínua presença de Cristo em nossas vidas.
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