Sacramento da Confirmação - 06



Conclusão:

Como vimos no texto de Lumen Gentium, na nossa Introdução, pela Crisma, o cristão se capacita mais para a profissão de fé, tornando-se verdadeira testemunha de Cristo, tanto por palavras, como por obras. “Quando eu era criança, falava como criança, julgava como criança, pensava como criança. Desde que me tornei homem eliminei as coisas de crianças”[1].

A teologia sublinha a sacramentalidade da confirmação, à vida nova recebida no batismo, baseando-se na fé da Igreja universal, concretizada na liturgia, seja no Oriente como no Ocidente e é por meio deste sacramento que a Igreja deseja comunicar a plenitude do Espírito Santo; e a Bíblia e a Igreja primitiva têm como ponto de referência a experiência pneumatológica viva nas pessoas e nas comunidades. Teologia da crisma tem esta experiência diária de sua ação, é um novo Pentecostes que se faz presente, hoje, é uma nova experiência pneumatológica que acontece nas comunidades[2].    Todo ser humano, naturalmente, tende a atingir sua maturidade, a realizar ações do homem perfeito. No plano interior da graça, acontece o mesmo com todo o cristão. Ele recebe a vida espiritual no momento de seu batismo. Vida espiritual que cresce, que aumenta com o sacramento da confirmação. Neste momento, o cristão já tem possibilidades de assumir sua responsabilidade cristã. Tem capacidade para receber a missão de ser testemunha de Jesus Cristo, onde quer que ele esteja, nos momentos fáceis e nos momentos difíceis. Ele tem capacidade para novas iniciativas, pois o Espírito Santo está agindo nele.

Por isso costumamos afirmar que a Confirmação confere ao fiel um caráter. Caráter que significa uma consagração: que significa um sinal não apenas daquelas pessoas que foram incorporadas ao Cristo, mas também aqui, sinal daquelas pessoas que foram assinaladas para confessar Jesus Cristo[3]. Caráter que significa ainda o poder para a missão cristã no mundo. O cristão é um fermento em seu meio. A Confirmação lhe dá o poder, o direito e a obrigação de agir como cristão, como escolhido do Cristo. Todo adulto é capaz de assumir suas tarefas, suas responsabilidades. Assim é que percebemos como deve agir o cristão: recebendo o sacramento da confirmação ele recebe as características do apóstolo, pois tal sacramento deve levá-lo à sua maturidade espiritual. Então, é claro, o confirmando, participa mais estritamente da missão profética, real e sacerdotal do Cristo dentro do seu Reino, um autêntico: “Perigrinus propter Regnum Dei!”.



[1] 1Cor 13, 11.

[2] Cf. GOEDERT, Valter M.  O Sacramento da Confirmação: perspectivas teológico-pastorais. São Paulo, Paulinas, 1989, p. 19.

[3] Cf. Ap 7, 4.



 

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