Fermento na Massa, Sal da Terra, Luz do Mundo.

 

O Reino de Deus começa pequeno para crescer pela força da sua verdade e do seu amor. A menor de todas as sementes se torna a maior árvore. Sem dúvida, pela força de Deus, mas também pela colaboração dos homens.

Perguntamos: como é que Deus se imagina a colaboração dos homens? Como é que devemos agir dentro do seu plano de ação?

Em suas pregações Jesus nos deu uma estratégia de ação e de comportamento. A força que faz a árvore crescer esta naqueles que foram chamados e que com mais dedicação se colocam a serviço dos homens construindo no meio deles o Reino de Paz, o Reino da Justiça e de amor, o Reino de Deus.

Evangelho De São Mateus: Cap. 13 Versículos 33 a 34 e Cap. 5 Versículos 13 a 16 (Mt 13,33-34; 5,13-16)

13, 33 Jesus usa a imagem do fermento.

5, 13 Jesus usa a imagem do sal.

5, 14 Jesus usa a imagem da luz.

O conceito de "Fermento na Massa", "Sal da Terra" e "Luz do Mundo" apresentado no texto remete a uma reflexão profunda sobre a atuação dos indivíduos e grupos na construção do Reino de Deus, destacando a colaboração entre humanidade e divindade nesse processo. Esta reflexão pode ser analisada sob a perspectiva de uma teologia da ação e da transformação social, na qual a participação ativa dos seres humanos desempenha um papel fundamental.

Reflexão Em Conjunto:

1)    De que modo Jesus nos fala no primeiro texto sobre o fermento?

E de que modo Jesus nos fala no segundo trecho sobre o sal?

2)    De que modo Jesus fala sobre a luz?

Para que serve a luz?

O que simboliza a luz?

3)    Qual é o sentido da imagem do fermento?

Quem é o fermento? E de que modo?

4)    Qual é o sentido da imagem do sal?

Quem é sal? Como é que o sal pode perder o seu sabor?

E o que é a consequência, se o sal perder o seu sabor?

5)    E a luz, o que significa a luz?

Quem é a luz? Qual é o lugar da luz?

E como o Pai é glorificado?

6)    Será que o nosso grupo corresponde às imagens que Jesus usou para determinar o estilo do seu grupo e a sua estratégia? Em que ponto estamos falhando? Em que ponto estamos agindo bem?

 

Inicialmente, observamos que o Reino de Deus é apresentado como algo que começa de forma discreta, simbolizado pela menor das sementes que se torna a maior árvore. Isso nos leva a considerar que a manifestação desse Reino depende tanto da ação divina quanto da colaboração humana. Portanto, a pergunta fundamental é: como Deus imagina a colaboração dos seres humanos nesse processo?

A resposta a essa pergunta pode ser encontrada nas pregações de Jesus, que oferecem uma estratégia de ação e comportamento para aqueles que desejam contribuir para a construção do Reino de Deus. Jesus não busca impor sua vontade, mas deseja que surja um grupo de pessoas dedicadas e comprometidas que sirvam de inspiração e exemplo para os demais. Nesse sentido, o texto faz uso das metáforas do fermento na massa, do sal na terra e da luz que ilumina o mundo para ilustrar o valor desse grupo e sua função na sociedade.

A imagem do fermento na massa sugere que o grupo deve ser como o fermento que faz a massa crescer, ou seja, uma força interior que atua de forma discreta, mas transformadora. O fermento age de maneira gradual, penetrando na massa e fazendo-a crescer por meio de sua influência interna. Da mesma forma, o grupo deve agir de maneira constante e persistente, influenciando positivamente o ambiente ao seu redor.

O sal, por sua vez, representa a capacidade do grupo de preservar e dar sabor à sociedade. O sal que perde o seu sabor se torna inútil, e isso nos leva a refletir sobre a importância da autenticidade e da constância na ação do grupo. Se o grupo não mantiver sua identidade e seus valores, corre o risco de se tornar irrelevante e incapaz de cumprir sua missão.

Por fim, a imagem da luz simboliza a capacidade do grupo de iluminar o mundo, ou seja, de trazer clareza, sabedoria e amor para as pessoas ao seu redor. A luz é uma referência à capacidade do grupo de revelar a verdade e a presença de Deus no mundo. Quando o grupo age de acordo com os ensinamentos de Jesus, glorifica o Pai e contribui para a transformação positiva da sociedade.

No entanto, é importante refletir se nosso grupo atual corresponde às imagens que Jesus usou para definir seu estilo e estratégia. Devemos avaliar em que pontos estamos falhando e em que pontos estamos agindo de acordo com as metáforas do fermento, do sal e da luz. Essa reflexão nos ajuda a direcionar nossos esforços para uma
participação mais eficaz na construção do Reino de Deus.

Oração:   

Cada um faz a sua prece espontânea, inspirada pela reflexão que foi feita em conjunto. O animador pode terminar com estas palavras:  
A oração final expressa o desejo de que cada membro do grupo possa estar cheio da presença e da força de Jesus, de modo a influenciar positivamente seu ambiente e contribuir para a disseminação da luz, sabedoria e amor de Deus na sociedade.

Jesus, Filho de Deus, que se tornou homem, e deste modo trouxe o mundo do seu Pai bem dentro do nosso mundo, de tal forma que Isaias comparou a sua vinda com a chuva que cai do alto e fecunda a terra, para depois voltar novamente.

Nós pedimos ao Senhor, que possamos estar no meio dos homens cheios da sua presença e da sua força, para que possamos contaminar o nosso ambiente com a sua luz, com o gosto da sua sabedoria e a força do seu carinho e amor. Amém.


Material de Apoio:

1)    Jesus fala sobre o fermento dizendo:

‘O Reino de Deus é comparado com o fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha para fermentar toda a massa’.

‘Vós sois o sal da terra’, disse Jesus. ‘Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído a sabor?’

2)    Sobre a luz disse Jesus: ‘vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre a montanha, nem se ascende uma luz para coloca-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem vosso Pai que está nos céus’.

3)    A imagem do fermento é muito feliz. Pois fermento é algo que em pequena quantidade faz toda a massa levantar-se.

Jesus fala muito do seu pequeno rebanho. Jesus quer conquistar o mundo com um pequeno grupo.

Ainda o fermento deve ser misturado em toda a massa.

Importante é misturar bem. O que significa, que o pequeno grupo não pode ficar isolado entre se a margem da massa.

O grupo deve, depois da sua formação e das suas reuniões realmente misturar-se com os outros, o mais possível.

4)    A imagem do sal também é feliz. O sal significa o sabor. Comida sem sal, não tem graça. Assim o grupo dos cristãos conscientizados deve viver de tal forma, que dão à comunidade dos homens um sabor diferente. Um bancário em seu modo de viver e de atender deve criar um bem estar com os outros, um médico pelo modo atencioso e profissional se torna um sabor no meio da indiferença dos outros, um professor dedicado e amigo, um pai responsável e fiel, um operário de confiança etc.

Em todas as formas os cristãos estão convidados para serem fermento e sal, na sociedade dos homens.

Deus quer o mundo feliz, o sal é uma imagem que nos traz aquela virtude do grupo que traz felicidade no meio ambiente.

O sal perde seu sabor, quando o homem se torna egoísta, quando o cristão em nada se distingue dos outros. A consequência é que o ser cristão perdeu para este homem o seu sentido.

Este pode cair fora, porque em vez de fazer bem, traz complicações para o grupo que quer o bem.

A luz é uma imagem querida de Jesus. Ele mesmo é a luz do mundo. Deus vê o mundo em escuridão pela falta de fé, pelos pecados, pela falta de amor e de justiça.

Nesta escuridão do mundo nasceu Jesus, como uma luz que brilha nas trevas. Mas as trevas não a aceitaram.

5)    Agora Jesus quer que o grupo mais fiel a ele, se torne uma luz para que um dia o mundo se deixe convencer da claridade de Cristo. Para isto é necessário que o cristão não se esconda. Ele deve ter coragem e convicção para mostrar com toda simplicidade a sua fé. Deve distinguir-se no meio dos outros pelas suas boas obras. Os homens devem sentir-se atraídos pela bondade, pela mansidão, pela paciência etc. do grupo. Os pagãos, vendo a união e o amor dos primeiros cristãos ficaram curiosos e sentiram-se atraídos.

Muitos deles procuraram o Batismo por causa do exemplo da vivência deste primeiro grupo de Cristo. E com isto o Pai é glorificado.

6)    Convém fazer uma autocrítica para ver a situação do nosso grupo.


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