O Grão de Trigo
O Grão de Trigo
in Caetano Rizzi, A
Vida uma oração, São Paulo: Paulinas, 1978, pp. 39-40.
Gosto muito de olhar os imensos trigais que, no outono, loiram as belas terras do sul.
Como é lindo ver, antes do nascer do sol, o vento que percorre os trigais, dando a impressão de formar ondas no mar doirado!
Algo que me deixa perplexo, é saber que estas espigas de trigo contêm força tão poderosa que poderá alimentar grande parte da humanidade! O grão de trigo, tão pequenino, mas que depois de moído, unido a outros grãos de trigo, forma o pão tão necessário!
Lembro-me, Senhor, que um dia tu falaste sobre o grão de trigo. Disseste que: "se o grão de trigo não cair em terra e não morrer, não produzirá frutos. mas se morrer, produzirá muito fruto" (Jo 12,24).
Quando falaste sobre isso, Senhor, estavas falan do a teu respeito. Eras o grão de trigo que, morto e ressuscitado, produz frutos para a vida dos homens.
Tu és o grão de trigo por excelência, Senhor, pois caíste em terra e morreste, mas produziste tantos frutos que as hóstias jamais se acabarão!
É maravilhoso compreender isso, Senhor! Os frutos que produziste permanecem ainda hoje! São tão saborosos que ninguém come deles somente uma vez! É impossível comer um só! São deliciosos de mais, pois nos transmitem a tua vida!
Muito mais misterioso é saber que o fruto não se transforma em nós, mas somos absorvidos por ele e nos transformamos nele!
Obrigado, Senhor, pela imagem do grão de trigo que me faz lembrar de tí!
Obrigado pelo grão de trigo que se faz farinha e que se faz pão!
Obrigado, Senhor, pelo pão que se transforma em ti e que se faz alimento para a vida eterna!
Amém! Aleluia!
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