Somos a Grande Família de Deus - I junho 12, 2020
Somos a Grande Família de Deus - I
“Quem é que vou enviar?
Quem irá de nossa parte?
Eu respondi: aqui estou. Envia-me!”
(Is 8,6).
A mensagem salvífica do Senhor, o nosso Deus, precisa ser conhecida em profundidade, assimilada com convicção e intensidade e anunciada com audácia e criatividade. Ao longo da história da humanidade, Deus sempre esteve presente, após escolher seu povo na descendência de Abraão, de Isaac e de Jacó. Em determinados períodos, para instruir, orientar e até corrigir e castigar suscitou no meio de seu povo patriarcas, profetas, reis e juízes, que na verdade faziam esse povo se lembrar de seu Deus e abandonar os ídolos proclamados como deuses. E quando se completaram os tempos, Deus enviou para o meio de seu povo, seu próprio Filho, Jesus Cristo, que ensinou tudo o que o Pai havia estabelecido e por fim assumindo toda a culpa da humanidade, a todos redimiu morrendo no alto da cruz e depois ressuscitando para a vida plena. Antes de voltar ao Pai deixou aqui seus discípulos, com a missão de dar continuidade à sua obra redentora, mandando que fossem a todos os lugares, para anunciar a Boa Nova a cada pessoa.
Hoje a Igreja convoca a todos para que assumam a missão batismal de anunciar o Cristo, através da vivência cristã, do testemunho de vida e pelo ministério da palavra. E mostra que todos devem tomar consciência que “os fiéis leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja: por eles a Igreja é o princípio vital da sociedade humana”. É responsabilidade dos leigos: “inventar meios para impregnar as realidades sociais, políticas e econômicas, com as exigências da doutrina e da vida cristã” (Catecismo da Igreja Católica).
Diante disso todos devem procurar fazer algo, dentro de seu ambiente, conforme sua capacidade, utilizando os dons e os carismas, que Deus colocou à sua disposição. É necessário perscrutar e descobrir o que cada um pode executar e colocar logo mãos à obra. E com muito mais razão os que se consagram suas vidas! Cristo quer contar com a boa vontade, com o empenho e com a dedicação de cada consagrado na sua missionariedade, para que o ser cristão produza muitos e duradouros frutos. Como Isaías, cheio de confiança em Deus criador, de entusiasmo no seu Filho redentor e de entrega no Espírito Santo santificador, que cada um possa responder com alegria, firmeza e prontidão: “Aqui estou, Senhor. Envia-me!”.

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