7. São Miguel nos proteja contra as insídias do Maligno (junho 27, 2020)
(Publicada no L’OSSERVATORE ROMANO, ed. Port.,
no dia 31 de maio de 1987.)
Caríssimos irmãos e irmãs:
1. Estou feliz de me encontrar no meio de vós à sombra deste santuário de São Miguel Arcanjo, que há quinze séculos é meta de peregrinações e ponto de referência para quantos procuram a DEUS e desejam pôr-se no seguimento de Cristo, por meio de quem “foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, os Tronos, as Dominações, os Principados e as Potestades” (Cl 1, 16).
Saúdo cordialmente todos vós, peregrinos, aqui vindos das cidades que circundam este magnífico promontório do Gargano, que oferece ao olhar do visitante enlevos deliciosos com a sua paisagem suave, florida, e com característicos grupos de oliveiras que se debruçam sobre a rocha. Saúdo em particular as Autoridades civis e religiosas, que contribuíram para tornar possível este encontro pastoral; saúdo o Arcebispo de Manfredônia. Mons. Valentino Vailati, a quem se dirige o meu agradecimento, palas palavras com que se dignou introduzir esta manifestação de fé. Saúdo também e sobretudo os Padres Beneditinos da Abadia de Montevergine, que têm o cuidado espiritual deste Santuário. A eles, e de modo especial ao seu Abade, Dom Tommaso Agostino Gubitosa, exprimo a minha gratidão pela animação cristã e pelo clima espiritual que por eles são assegurados a quantos aqui vêm para retemperar o seu espírito nas fontes da fé.
2. A este lugar, como já fizeram no passado tantos Predecessores meus na Cátedra de São Pedro, vim também eu gozar um instante da atmosfera própria deste Santuário, feita de silêncio, de oração e de penitência; vim para venerar e invocar o Arcanjo São Miguel, para que proteja e defenda a Santa Igreja, num autêntico testemunho cristão, sem compromissos e sem acomodamentos.
Desde agora quando o Papa Gelásio I concedeu, em 493, o seu assentimento à dedicação da gruta das aparições do Arcanjo São Miguel a lugar de culto e aqui realizou a sua primeira visita, concedendo a indulgência do “Perdão angélico”, uma serie de Romanos Pontífices seguiu os seus passos para venerar este lugar sagrado. Entre eles recordam-se Agapito I, Leão IX, Urbano II, Inocêncio II, Celestino III, Urbano VI, Gregório IX, São Pedro Celestino e Bento XV. Também numerosos Santos aqui vieram para haurir força e conforto. Recordo São Bernardo, São guilherme de Vercelli, fundador da Abadia de Montevergine, São Tomás de Aquino, Santa Catarina de Sena; entre estas visitas, permaneceu justamente célebre e ainda hoje continua viva a que foi realizada por São Francisco de Assis, que veio aqui para preparar a Quaresma de 1221. A tradição diz que ele, considerando-se indigno de entrar na gruta sagrada, se teria detido na entrada, gravando um sinal da cruz numa pedra.
Esta viva e jamais interrompida freqüência de peregrinos ilustres e humildes, que desde a alta Idade Média até os nossos dias Santuário um lugar de encontro, de oração e de reafirmação da fé cristã, diz quanto a figura do Arcanjo Miguel, que é protagonista em tantas páginas do antigo e do Novo Testamento, é sentida e invocada pelo povo, e quanto a Igreja tem necessidade da sua proteção celeste: dele, que é apresentado na Bíblia como o grande lutador contra o Dragão, o chefe dos demônios. Lemos no Apocalipse: “Travou-se, então, uma batalha no Céu: Miguel e os seus Anjos pelejavam contra o Dragão e este pelejava também juntamente com seus anjos. Mas não prevaleceram, e não houve mais lugar no Céu para eles. O grande Dragão foi precipitado, a antiga serpente, o Diabo, ou Satanás, como lhe chamou, sedutor do mundo inteiro, foi, precipitado na terra, juntamente com os seus anjos” (Ap 12, 7-9). O autor sagrado apresenta-nos nesta dramática descrição o fato da queda do primeiro Anjo, que foi seduzido pela ambição de se tornar “como DEUS”. Daqui a reação do Arcanjo Miguel, cujo nome hebraico “Quem como DEUS?” reivindica a unicidade de DEUS e a sua inviolabilidade.
3. Por mais fragmentárias que sejam, as notícias da Revolução sobre a personalidade e o papel de São Miguel são muito eloqüentes. Ele é o Arcanjo (Cf. Jd 1, 9) que reivindica os direitos inalienáveis de DEUS. É um dos príncipes do Céu posto como guarda do Povo Eleito (Cf. Dn 12,1), de onde virá o Salvador. Ora, o novo Povo De DEUS é a Igreja. Eis a razão pela qual ela o considera como próprio protetor e defensor em todas as suas lutas pela defesa e a difusão do reino de DEUS na terra. É verdade que “as portas do inferno nada poderão contra ela”, segundo a afirmação do senhor (Mt 16, 18), mas isto não significa que estamos isentos das provas e das batalhas contra as insídias do maligno. Nesta luta o Arcanjo Miguel está ao lado da Igreja para a defender contra as iniquidades do século, para ajudar os crentes a resistir ao Demônio que “anda ao redor, como um leão que ruge, buscando a quem devorar” (1Pd 5, 8).
Esta luta contra o Demônio, a qual caracteriza a figura do Arcanjo Miguel, é atual também hoje, porque o demônio está vivo e operante no mundo. Com efeito, o mal que nele existe, a desordem que se verifica na sociedade, a incoerência do homem, a ruptura interior da qual é vítima não são apenas conseqüências do pecado original, mas também efeito da ação nefanda e obscura de Satanás, deste insidiador do equilíbrio moral do homem, ao qual São Paulo não hesita em chamar “o deus deste mundo” (2Cor 4, 4), enquanto se manifesta como encantador astuto, que sabe insinuar-se no jogo do nosso agir, para aí introduzir desvios, quanto às aparências conformes às nossas aspirações instintivas. Por isto o Apóstolo das Gentes põe os cristãos de sobreaviso, quanto às insídias do Demônio e dos seus inúmeros sectários, quando exorta os habitantes de Éfeso e revestirem-se “da armadura de DEUS para que possam resistir às ciladas do Demônio. Porque nós não temos de lutar contra a carne e o sangue, mas contra os Principados e Potestades, contra os Dominadores deste mundo tenebroso, contra os Espíritos malignos espalhados pelos ares” (Ef 6, 11-12).
A esta luta no chama a figura do Arcanjo São Miguel a quem a Igreja, tanto Oriente como no Ocidente, jamais cessou de tributar um culto especial. Como se sabe, o primeiro Santuário a ele dedicado surgiu em Constantinopla por obra de Constantino: é o célebre Michaelion, ao qual se seguiram naquela nova Capital do Império outras numerosas igrejas dedicadas ao Arcanjo. No Ocidente o culto de São Miguel, desde o século V, difundiu-se em muitas cidades como Roma, Milão, Piacença, Gênova, Veneza; e entre tantos lugares de culto, certamente o mais famoso é este do monte Gargano. O Arcanjo está representado sobre a porta de bronze, fundada em Constantinopla em 1076, no ato de abater o Dragão infernal. É este o símbolo, com o qual a arte no-lo representa e a liturgia faz que o invoquemos. Todos recordam a oração que há anos se recitava no final da Santa Missa: “Sancte Michael Archangele, defende nos in proelio”, dentro em pouco, repeti-la-ei em nome da Igreja toda.
E antes de elevar tal oração, a todas vós aqui presentes, aos vossos familiares e a todas as pessoas que vos são queridas concedo a minha Bênção, que faço extensiva também a quantos sofrem no corpo e no espírito.
A EXISTÊNCIA DO DIABO
Audiência do Papa Paulo VI no dia 15 de novembro de 1972
Atualmente, quais são as maiores necessidades da Igreja?
Não deveis considerar a nossa resposta simplista, ou até supersticiosa e irreal: uma das maiores necessidades é a defesa daquele mal, a que chamamos Demônio.
Antes de esclarecermos o nosso pensamento, convidamos o vosso a abrir-se à luz da fé sobre a visão da vida humana, visão que, deste observatório, se alarga imensamente e penetra em singulares profundidades. E, para dizer a verdade, o global é muito lindo. É o quadro da criação, a obra de DEUS, que o próprio DEUS, como espelho exterior da sua sabedoria e do Seu poder, admirou na sua beleza substancial (Cf. Gn 1, 10ss.).
Além disso, é muito interessante o quadro da história dramática da humanidade, da qual emerge e da redenção, a de Cristo, da nossa salvação, com os seus magníficos tesouros de revelação, de profecia, de santidade, de vida elevada a nível sobrenatural, de promessas eternas (Cf. Ef 1, 10). Se soubermos contemplar este quadro, não poderemos deixar de ficar encantados; tudo tem um sentido, tudo tem um fim, tudo tem uma ordem e tudo deixa entrever uma Presença--Transcendência, um Pensamento, uma Vida e, finalmente, um Amor, de tal modo que o universo, por aquilo que é e por aquilo que não é, se apresenta como uma preparação entusiasmaste e inebriante para alguma coisa ainda mais bela e mais perfeita (Cf. 1Cor 2, 9; Rm 8, 19-23). A visão cristã do cosmo e da vida é, portanto, triunfalmente otimista; e esta visão justifica a nossa alegria e o nosso reconhecimento pela vida, motivo por que, celebrando a glória de DEUS, cantamos a nossa felicidade.
O ENSINAMENTO BÍBLICO
Esta visão, porém, é completa, é exata? Não nos importamos, porventura com as deficiências que se encontram no mundo, com o comportamento anormal das coisas em relação à nossa existência, com a dor, com a morte, com a maldade, com a crueldade, com o pecado, numa palavra, com o mal? E não vemos quanto mal existe no mundo especialmente quanto à moral, ou seja, contra o homem e, simultaneamente, embora de modo diverso, contra DEUS? Não constitui isto um triste espetáculo, um ministério inexplicável? E não somos nós, exatamente nós, cultores do Verbo, os cantores do bem, nós crentes, os mais sensíveis, os mais perturbados, perante a observação e a prática do mal? Encontramo-lo no reino da natureza, onde muitas das suas manifestações, segundo nos parece, denunciam a desordem. Depois, encontramo-lo no âmbito humano, onde se manifestam a fraqueza, a fragilidade, a dor, a morte, e ainda coisas piores; observa-se uma dupla lei contrastante, que, por um lado, queria o bem, e, por outro, se inclina para o mal, tormento este que São Paulo põe em humilde evidência para demonstrar a necessidade e a felicidade de uma graça salvadora, ou seja, da salvação trazida por Cristo (Rm 7); já o poeta pagão Ovídio tinha denunciado este conflito interior no próprio coração do homem: “Vídeo meliora proboque, deteriora sequor”. Encontramos o pecado, perverção da liberdade humana e causa profunda da morte, porque é um afastamento de DEUS, fonte da vida (CF. Rm 5, 12) e, também, a ocasião e o efeito de uma intervenção, em nós e no nosso mundo, de um agente obscuro e inimigo, o Demônio. O mal já não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Trata-se de uma realidade terrível, misteriosa e medonha.
Sai do âmbito dos ensinamentos bíblicos e eclesiásticos quem, se recusa a reconhecer a existência desta realidade; ou melhor, quem faz dela um princípio em si mesmo, como se não tivesse, como todas as criaturas, origem em DEUS, ou a explica como uma pseudo-realidade, como uma personificação conceitual e fantástica das causas desconhecidas das nossas desgraças.
O problema do mal, visto na sua complexidade em relação à nossa racionalidade, torna-se obsessionante. Constitui a maior dificuldade para a nossa compreensão religiosa do cosmo. Foi por isso que Santo Agostinho penou durante vários anos: “Queerebam unde malum, et non erat existus”, procurava de onde vinha o mal e não encontrava a explicação.
Vejamos, então, a importância que adquire a advertência do mal para a nossa justa concepção; é o próprio Cristo quem nos faz sentir esta importância. Primeiro, no desenvolvimento da história, haverá quem não recorde a página, tão densa de significado, da tríplice tentação? E ainda, em muitos episódios evangélicos, nos quais o Demônio se encontra com o Senhor e aparece nos seus ensinamentos (Cf. Mt 1, 43)? E como não haveríamos de recordar que JESUS CRISTO, referindo-se três vezes ao Demônio como seu adversário, o qualifica como “príncipe deste mundo” Jo 12, 31; 14, 30; 16, 11)? E a ameaça desta nociva presença é indicada em muitas passagens do Novo Testamento. São Paulo chama-lhe “deus deste mundo” (2Cor 4, 4) e previne-nos contra as lutas ocultas, que nós cristãos devemos travar não só com o Demônio, mas com a sua tremenda pluralidade: “Revesti-vos da armadura de DEUS para que possais resistir às ciladas do Demônio. Porque nós não temos de lutar (só) contra a carne e o sangue, mas contra ao Principados, contra os Dominadores deste mundo tenebroso, contra os Espíritos malignos espalhados pelos ares” (Ef 6, 11-12).
Diversas passagens do Evangelho dizem-nos que não se trata de um só demônio, mas de muitos (Cf. Lc 11, 21; Mc 5, 9), um dos quais é o principal: Satanás, que significa o adversário, o inimigo; e, ao lado dele, estão muitos outros, todos criaturas de DEUS, mas decaídas, porque rebeldes e condenadas; constituem um mundo misterioso transformado por um drama muito infeliz, do qual conhecemos pouco.
O INIMIGO OCULTO
Conhecemos, todavia, muitas coisas deste mundo diabólico, que dizem respeito à nossa vida e a toda a história humana. O Demônio é a origem da primeira desgraça da humanidade; foi o tentador pérfido e fatal do primeiro pecado, o pecado original (cf. Gn 3; Sb 1, 24). Com aquela falta de Adão, o Demônio adquiriu um certo poder sobre o homem, do qual só a redenção de Cristo nos pode libertar.
Trata-se de uma história que ainda hoje existe: recordemos os exorcismo do batismo e as freqüentes referências da Sagrada Escritura e da Liturgia ao agressivo e opressivo “demônio das trevas”(Lc 22, 53). Ele é o inimigo número um, o tentador por excelência. Sabemos, portanto, que este ser mesquinho, perturbador, existe realmente e que ainda atua com astúcia traiçoeira; é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana.
Deve-se recordar a significativa parábola evangélica do trigo e da cizânia, síntese e explicação do ilogismo que parece presidir às nossas contrastantes vicissitudes: “Inimicus homo hoc fecit” (Mt 13, 2). É o assassino desde o princípio... e “pai da mentira”, como o define Cristo (Cf. Jo 8, 44-45); é o insidiador sofista do equilíbrio moral do homem. Ele é o pérfido e astuto encantador, que sabe insinuar-se em nós através dos sentidos, da fantasia, da concupiscência, da lógica utópica, ou de desordenados contatos sociais na realização de nossa obra, para introduzir neles desvios, tão nocivos quanto, na aparência, conformes às nossas estruturas físicas ou psíquicas, ou às nossas profundas aspirações instintivas.
Este capítulo, relativo ao Demônio e ao influxo que ele pode exercer sobre cada pessoa, assim como sobre comunidades, sobre inteiras sociedades, ou sobre acontecimentos, é um capítulo muito importante da doutrina católica, que deve ser estudado novamente, dado que hoje o é pouco. Algumas pessoas julgam encontrar nos estudos da psicanálise ou da psiquiatria, ou em práticas evangélicas, no princípio da sua vida pública, de espiritualismo, hoje tão difundidas em alguns países, uma compensação suficiente. Receia-se cair em velhas teorias maniqueístas, ou em divagações fantásticas e supersticiosas. Hoje, algumas pessoas preferem mostrar-se fortes, livres de preconceitos, assumir ares de positivistas, mas depois dão crédito a muitas superstições de magia ou populares, ou pior, abrem a própria alma — a própria alma batizada, visitada tantas vezes pela presença eucarística e habitada pelo Espírito Santo — às experiências licenciosas dos sentidos, às experiências deletérias dos estupefacientes, assim como às seduções ideológicas dos erros na moda, fendas estas por onde o maligno pode facilmente penetrar e alterar a mentalidade humana.
Não quer dizer que todo o pecado seja devido diretamente à ação diabólica; mas também é verdade que aquele que não vigia, com certo rigor moral, a si mesmo (Cf. Mt 12, 45; Ef 6, 11), se expõe ao influxo do “mysterium iniquitatis”, ao qual São Paulo se refere (2Ts 2, 3-12) e que torna problemática a alternativa da nossa salvação.
A nossa doutrina torna-se incerta, obscurecida como está pelas próprias trevas que circundam o Demônio. Mas a nossa curiosidade, excitada pela certeza da sua doutrina múltipla, torna-se legítima com duas perguntas: Há sinais da presença da ação diabólica e quais são eles? Quais são os meios de defesa contra um perigo tão traiçoeiro?
A AÇÃO DO DEMÔNIO
A resposta à primeira pergunta, requer muito cuidado embora ou sinais do Maligno às vezes pareçam tornar-se evidentes. Podemos admitir a sua atuação sinistra onde a negação de DEUS se torna radical, sutil ou absurda; onde o engano se revela hipócrita, contra a evidência da verdade; onde o amor é anulado por um egoísmo frio e cruel; onde o nome de CRISTO é empregado com ódio consciente e rebelde (Cf. 1Cor 16, 22; 12, 3); onde o espírito do Evangelho é falsificado e desmentido; onde o desespero se manifesta como a última palavra etc. Mas é um diagnóstico demasiado amplo e difícil, que agora não ousamos aprofundar nem autenticar; que não é provido de dramático interesse para todos, e ao qual até a literatura moderna dedicou páginas famosas. O problema do mal continua a ser um dos maiores e permanentes problemas para o espírito humano, até depois da ressurreição vitoriosa que JESUS CRISTO dá a respeito dele.
“Sabemos — escreve o evangelista São João — que todo aquele que foi gerado por DEUS guarda-o, e o Maligno não o toca” (1Jo 5, 19).
A DEFESA DO CRISTÃO
À outra pergunta, que defesa, que remédio, há para combater a ação do Demônio, a resposta é mais fácil de ser formulada, embora seja difícil pô-la em prática. Poderemos dizer que tudo aquilo que nos defende do pecado nos protege, por isso mesmo, contra o inimigo invisível. A graça é a defesa decisiva. A inocência assume um aspecto de fortaleza. E, depois, todos devem recordar o que a pedagogia apostólica simbolizou na armadura de um soldado, ou seja, as virtudes que podem tornar o cristão invulnerável (Cf. Rm 13, 13; Ef 6, 11-14-17; 1 Ts 5, 8). O cristão deve ser militante; deve ser vigilante e forte (1Pd 5, 8); e algumas vezes, deve recorrer a algum exército ascético especial, para afastar determinadas invasões diabólicas; JESUS ensina-o, indicando o remédio “na oração e no jejum” (Mc 9, 29). E o apóstolo indica a linha mestra que se deve seguir: “Não te deixes vencer pelo mal; vence o mal com o bem” (Rm 12, 21; Mt 13, 29).
Conscientes, portanto, das presentes adversidades em que hoje se encontram as almas, a Igreja e o mundo, procuraremos dar sentido e eficácia à usual invocação da nossa oração principal: “Pai nosso... livrai-nos do mal”.
Contribua para isso a nossa Bênção apostólica.

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